Resenha de documentário: Eraser Head

“Uma vida que valeu a pena ter sido vivida.” Foi com essa frase que Robert Parker Erase se despediu deste mundo.

Eraser Head conta a biografia deste pensador não compreendido. Ao invés de ser aquele clássico filósofo carrancudo, Robert foi um intelectual mas também foi uma dessas pessoas com quem a gente conversa num bar por horas, ouvindo suas histórias.

Eraser Head, como o nome sugere, é uma viagem pela cabeça de Robert, seus sonhos, e suas paixões na vida. Robert foi o filósofo dos detalhes. Para ele, os grandes temas eram demais distantes das pessoas.

O filme começa com Robert tendo um de seus devaneios existenciais:

Robert pensando no café da manhã.

Robert era um cara excêntrico. Todo dia de manhã ele tinha o hábito de tomar um misoshiru, e dormia com um montinho de missô no criado mudo. A história toma um rumo completamente diverso toda vez que a narrativa se move para o núcleo da sua namorada Jane, que tem uma avó absolutamente sem noção.

Todo dia, antes da refeição, sua avó errava um pedaço da reza, colocando palavras inapropriadas no lugar de nomes como Jesus ou Espírito Santo. Robert anotava tudo num caderninho, para o desespero de Jane que queria ter uma família “chique”.

Eraser Head é um filme que nos ensina sobre a sabedoria na simplicidade. Como Robert mesmo disse: “sabe qual é o grande segredo da vida? Aprenda a apagar as coisas.”

Valeu a dica, mestre Robert.

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