A caravana da juvelhude remasterizada

Enfim, os juvelhos na altura dos seus 20 anos mostram sua radicalidade aos sons dos sinos da igreja. Acostumados às caravanas, excursões e bingos, eles rejuvenesceram e agora tomam as ruas. Daqui há alguns anos, casados e donos legais de seus filhos engatinharão e falarão seu primeiro vocábulo: papa. Eles nascem velhos, mas à medida que educam seus netos, filhos, discípulos e ovelhas, rejuvenescem, reiteram suas ideias senis e imortalizam-se. Assim os adolescentes da caravana cristã são os receptáculos das ideias de seus antepassados. No mais batido “um por todos, todos por um”. Eles todos são a encarnação do mesmo.

Mas não basta crer, é preciso fazer crer. Não basta seguir mandamentos, é preciso torná-los leis. Não basta obedecer, é preciso tornar-se autoridade. E pior que tudo isso: não nos basta aturar a festança, temos que pagar por ela. O preço ultrapassa os tributos aviltantes: sua infância, sua liberdade, seu corpo, seu prazer.

As canções bundas-moles que entoam escondem o pé pesado no freio da história. Elas tentam abafar a crepitação incessante da fogueira acesa para os que desacatam seus dogmas. E é por isso que isso me inquieta.

Caros meninos caducos, entoem suas canções, rezem seus terços, decorem suas orações, mas nos livrem dos seus malditos pecados!

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3 pensamentos sobre “A caravana da juvelhude remasterizada

  1. Aliás, na cartilha dos peregrinos, está escrito que não é homofóbico negar aos casais gays o direito à adoção, porque ter filhos não é um direito.

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